|
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Dilma vai trocar cinco membros da Comissão de Ética
PDT integra governo de SP após reforma de Alckmin
Após meses de negociações, interrompidas com a crise deflagrada no
Ministério do trabalho que culminou na
saída do ex-ministro Carlos Lupi (PDT) em dezembro, o governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin, fechou acordo na semana passada para que o PDT passe a
integrar sua administração. Alckmin ofereceu à sigla, que tem dialogado com o
PSDB em torno de uma aliança para a sucessão à Prefeitura de São Paulo, a Secretaria
do Emprego e Relações do Trabalho, atualmente sob o comando do PPS. A entrada
da sigla na administração estadual, que deve ser anunciada nos próximos dias,
dá continuidade à mini reforma do secretariado, programada para o segundo ano
de mandato de Alckmin.
O comando estadual pedetista ainda não definiu quem substituirá o atual secretário, o vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Davi Zaia, que deve ser deslocado para a Secretaria de gestão Pública. O atual secretário deverá discutir os detalhes da transição amanhã, em reunião à noite com o governador de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. O comando estadual do PDT discute os nomes do primeiro-secretário da Força Sindical, Sérgio Leite, e do deputado federal João Dado (PDT-SP) para assumir a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho.
O cenário inicial era de que o PDT assumisse a Secretaria de Gestão Pública, à frente da qual está, desde novembro, a ex-secretária adjunta Cibele Franzese. Ante a pressão da sigla, que almejava uma pasta ligada às entidades sindicais, o governador de São Paulo ofereceu ao PDT a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho. Além das negociações para a eleição deste ano, a entrada do PDT no governo estadual passaria também por um acordo para 2014, quando Alckmin disputará a reeleição ao Bandeirantes.
O comando estadual pedetista ainda não definiu quem substituirá o atual secretário, o vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Davi Zaia, que deve ser deslocado para a Secretaria de gestão Pública. O atual secretário deverá discutir os detalhes da transição amanhã, em reunião à noite com o governador de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. O comando estadual do PDT discute os nomes do primeiro-secretário da Força Sindical, Sérgio Leite, e do deputado federal João Dado (PDT-SP) para assumir a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho.
O cenário inicial era de que o PDT assumisse a Secretaria de Gestão Pública, à frente da qual está, desde novembro, a ex-secretária adjunta Cibele Franzese. Ante a pressão da sigla, que almejava uma pasta ligada às entidades sindicais, o governador de São Paulo ofereceu ao PDT a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho. Além das negociações para a eleição deste ano, a entrada do PDT no governo estadual passaria também por um acordo para 2014, quando Alckmin disputará a reeleição ao Bandeirantes.
STF retoma julgamento da validade da Lei da Ficha Limpa
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a julgar
nesta quarta-feira (15) a validade da Lei da Ficha Limpa. Estão na pauta desta
quarta-feira as três ações que tratam da legalidade da norma, cuja análise
começou em novembro do ano passado. O julgamento será retomado com as
considerações do ministro Antonio Dias Toffoli, que interrompeu a votação com
um pedido de vista em 1º de dezembro.
Até o momento, foram registrados dois votos favoráveis à lei. No início do julgamento, o relator, ministro Luiz Fux, votou pela legalidade da norma, mas fez algumas ressalvas. Ele defendeu, por exemplo, que o político que renunciasse para escapar de cassação só ficaria inelegível depois que houvesse processo contra ele na Comissão de Ética. A mudança foi criticada pela imprensa e pela opinião pública, que viram brechas para que políticos escapassem da punição.
Fux acabou voltando atrás em sua proposta quando o julgamento retornou ao plenário em dezembro, após pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Segundo a votar, Barbosa também defendeu a constitucionalidade integral da Lei da Ficha Limpa, reforçando o discurso da necessidade de moralização da política nacional. Mais uma vez, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Toffoli, que será o primeiro a votar na tarde de hoje.
A Lei da Ficha Limpa é resultado de um projeto de iniciativa popular que obteve o apoio de mais de 1,6 milhão de eleitores. Foi aprovada meses antes das eleições presidenciais de 2010 para barrar candidatos com pendências na Justiça. Alguns políticos chegaram a ter o registro negado, mas, depois, todos foram liberados. Isso ocorreu porque, depois das eleições, os ministros do STF decidiram que a lei só poderia ser aplicada depois de um ano em vigor, já que alterava o processo eleitoral.
Para evitar novas surpresas nas eleições de 2012, três entidades acionaram o STF em relação à Lei da Ficha Limpa. A ação mais abrangente é da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pede a declaração de constitucionalidade de todos os pontos da lei. As outras ações são do PPS – que pede que a lei seja aplicada a fatos anteriores à sua edição – e do Conselho Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL), que quer a anulação da regra que torna inelegível por oito anos o profissional excluído do exercício da profissão por órgão profissional competente.
Até o momento, foram registrados dois votos favoráveis à lei. No início do julgamento, o relator, ministro Luiz Fux, votou pela legalidade da norma, mas fez algumas ressalvas. Ele defendeu, por exemplo, que o político que renunciasse para escapar de cassação só ficaria inelegível depois que houvesse processo contra ele na Comissão de Ética. A mudança foi criticada pela imprensa e pela opinião pública, que viram brechas para que políticos escapassem da punição.
Fux acabou voltando atrás em sua proposta quando o julgamento retornou ao plenário em dezembro, após pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Segundo a votar, Barbosa também defendeu a constitucionalidade integral da Lei da Ficha Limpa, reforçando o discurso da necessidade de moralização da política nacional. Mais uma vez, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Toffoli, que será o primeiro a votar na tarde de hoje.
A Lei da Ficha Limpa é resultado de um projeto de iniciativa popular que obteve o apoio de mais de 1,6 milhão de eleitores. Foi aprovada meses antes das eleições presidenciais de 2010 para barrar candidatos com pendências na Justiça. Alguns políticos chegaram a ter o registro negado, mas, depois, todos foram liberados. Isso ocorreu porque, depois das eleições, os ministros do STF decidiram que a lei só poderia ser aplicada depois de um ano em vigor, já que alterava o processo eleitoral.
Para evitar novas surpresas nas eleições de 2012, três entidades acionaram o STF em relação à Lei da Ficha Limpa. A ação mais abrangente é da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pede a declaração de constitucionalidade de todos os pontos da lei. As outras ações são do PPS – que pede que a lei seja aplicada a fatos anteriores à sua edição – e do Conselho Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL), que quer a anulação da regra que torna inelegível por oito anos o profissional excluído do exercício da profissão por órgão profissional competente.
Assinar:
Comentários (Atom)